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quarta-feira, 4 de abril de 2012

NEEM

Neem, Uma Farmácia Natural.



DOEN. CARDÍACAS


AIDS

DIABETE

ARRITMIA

ARTRITE

ECZEMAS
             
CÂNCER

HIPERTENSÃO
             
COLESTEROL

REUMATISMO
             
                                                 
A IMPORTÂNCIA MEDICINAL DO NEEM:

Atenção:
As informações veiculadas neste site não intencionam substituir cuidados médicos. Sempre que necessário consulte seu médico.

O Neem é uma das poucas plantas que possuem extensas propriedades clínicas, medicinais e farmacológicas.

Propriedades fungicidas:

O Neem provou ser eficaz contra certos fungos que infectam o corpo humano. Tais fungos são um problema crescente e difíceis de serem controlados por fungicidas sintéticos.

São exemplos de alguns fungos combatidos pelo Neem:

Trichophyto: um “athlete’s foot” (pé de atleta) que infecta tanto a pele qto as unhas.

Epidermophyton: uma micose que infecta o cabelo, a pele e as unhas.

Trichosporon: um fungo do canal intestinal.

Microsporum: um fungo espumante que causa infecção nos brônquios, pulmões e membranas da mucosa.
Cândida: um fungo que é parte da mucosa normal da flora, mas que pode ficar fora de controle e provocar lesões na boca, na vagina, na pele, nas mãos e nos pulmões.

PROPRIEDADES ANTI-BACTERIANAS:

O óleo de Neem tem eliminado várias espécies de bactérias patogênicas, incluindo:

Staphylococcus aureus, que é uma fonte de comum de intoxicação alimentar e causadora de desarranjos.

Salmonella typhosa, esta bacteria muito temida que vive na comida e na água causa o tifo, envenenamento alimentar, e uma variedade de infecções que incluem envenenamento sanguíneo e inflamação intestinal.

PROPRIEDADES ANTI-VIRÓTICAS:

A atividade anti-virótica do Neem tem alta eficácia, paricularmente contra doenças caracterizadas  por erupções. Varíola, catapora e verruga tem sido tradicionalmente tratados com pasta de Neem, esfregando-se a mesma na área afetada. O Neem é um preventivo muito eficiente contra o vírus, mas não é a cura.

PROPRIEDADES INSETICIDAS DEMATOLÓGICAS:

O Neem é um remédio comum e popular contra piolho e verme. No Haiti, por exemplo, as folhas do Neem são esmagadas e esfregadas nos ferimentos infectados por vermes, e na Índia e Bangladesh, moradores de vilas aplicam o Neem no cabelo para matar piolhos, fato observado com grande sucesso.

O NEEM NO TRATAMENTO DENTÁRIO:

Tanto na Índia como na África milhões de pessoas usam pequenos galhos de Neem como “escovas de dente” todos os dias. Dentistas aprovam esta prática primitiva  por acharem que realmente previne doenças periodônticas. Não está claro se o benefício é devido à massagens regulares da gengiva, se por previnir a formação de placas, se pelas propriedades anti-sépticas do Neem, ou se pelas três hipóteses juntas. Companhias alemãs usam o Neem como um ingrediente ativo em pastas dental. O Neem se mostra muito eficaz na prevenção e cura de inflamações na gengiva e nas doenças periodônticas

O NEEM COMO PREVENTIVO DA DOENÇA DE CHAGAS:

O parasita Trypanosoma Crusi causa esta grave doença. Ele vive e se reproduz dentro das células nervosas e das células musculares, particularmente nas do coração, sugando toda a energia de suas vítimas.
extratos do Neem atuam sobre o mosquito que transmite a temida doença de Chagas. Os extratos não matam os insetos, ao invés, eles os imunizam contra parasitas que vivem dentro dos insetos por um ciclo de suas vidas. Uma pesquisa foi realizada e mostrou que alimentando-se os mosquitos transmissores com o Neem, não só os libertam do parasita, como também o Azadirachta impede o jovem inseto de mudar de pele e os adultos de se reproduzirem.

O NEEM COMO PREVENTIVO DE MALÁRIA:

Profissionais indianos do sistema  de medicina de Ayurveda, tem preparado doses orais do Neem e administrado em pacientes portadores de malária a séculos. A atividade anti-malárica do Neem está relatada nos livros de Ayurveda. Chás das folhas do Neem, são usados para tratar malária. Certos extratos das folhas e das sementes do Neem, já provaram sua eficiência contra o parasita da malária. O Nee reage muito bem como quinimo nas culturas de células afetadas pela malária.

O NEEM COMO ANALGÉSICO E ANTI-TÉRMICO:

O Neem é também muito eficaz como analgésico, antitérmico e anti-inflamatório, é um produto de baixo custo. O Neem é usado para estes propósitos onde quer que seja cultivado.

OUTRAS PROPRIEDADES MEDICINAIS:

Extratos de água das folhas e do óleo do Neem provaram reduzir significativamente o açucar no sangue e impedir que a adrenalina produza hiperglicemia em animais de laboratório.

O Neem demonstrou uma propriedade significativa de infertilidade em ratos machos sem interferir com os espermas atogenesis.

Extratos alcóolicos das folhas provaram curar doenças cutâneas como o eczema, impigem, etc.

Nimbidim, um componente, um amargo extraído do óleo do Neem provou possuir uma atividade analgésica e antipirética eficaz no tratamento de sarna e úlcera gastroduodenal crônica.

Nimbatikta, um elemento completamente amargo do Azadirachta indica também provou curar úlceras crônicas com eficácia.

O uso do óleo do Neem intravaginal provou ser eficaz na prevenção da gravidez.

Fonte: www.plantaneem.com.br

Graviola


GRAVIOLA E CÂNCER



A Graviola é fruto de uma árvore com altura de 5 a 6 metros, proveniente em sua maioria de reservas indígenas das áreas tropicais ao Sul e Norte das Américas, inclusive da Amazônia. Possui folhas lustrosas, de verde intenso, e produz um fruto comestível com formato semelhante a um grande coração, de coloração verde amarelada, apresentando falsos espinhos carnosos, curtos e moles. Seu peso varia entre 1 e 6 quilos, sendo 65% polpa, e por esta razão é muito utilizada para sucos e sorvetes.

Todas as partes da árvore da Graviola são usadas em medicamentos naturais nos trópicos: casca, folhas, raízes, frutos e sementes. São atribuídas diferentes propriedades e usos às diversas partes da árvore. Geralmente se utiliza a fruta e o suco para tratar vermes, parasitas e febres, para aumentar o leite no período de lactação e como um adstringente para diarréia e disenteria. As sementes esmagadas são usadas como vermífugo contra parasitas internos, externos e vermes. A casca, as folhas e a polpa são consideradas sedativas, antiespasmódicas, hipotensivas e relaxantes. Utiliza-se também como chá para tratar várias desordens orgânicas. Os índios ocidentais usam as folhas por suas propriedades sedativas e os brotos jovens ou as folhas são considerados remédios para problemas hepáticos, tosse, catarro, diarréia, disenteria e indigestão. No Equador, as folhas são utilizadas como analgésico e antiespasmódico. As folhas frescas trituradas são usadas em forma de cataplasma para aliviar reumatismo, eczema e outras afecções de pele. A seiva das folhas novas é utilizada em erupções de pele.

A Graviola tem uma histórica longa e rica de uso como "medicamento" herbário, sendo utilizada por indígenas ao longo dos anos. Nos Andes Peruanos usa-se um chá das folhas para tratar catarro e a semente esmagada para eliminar parasitas. Na Amazônia Peruana a raiz profunda e as folhas são usadas para diabetes, e como um sedativo e antiespasmódico. Tribos indígenas da Guiana fazem uso da folha e da raiz em forma de chá como sedativo e tônico para o coração. Na Amazônia Brasileira, se usa um chá das folhas para problemas do fígado e o óleo das folhas e da fruta verde é misturado com óleo de azeitona e usado externamente para nevralgia, reumatismo e dores de artrites. Na Jamaica, Haiti e Índia ocidental, o suco da fruta é usado para febres, parasitas e diarréia. A raiz e as folhas são usadas como antiespasmódico, como sedativo, para o fortalecimento muscular do sistema cardíaco, tosses, gripes, asma, hipertensão e parasitas.

Desde 1940, cientistas já haviam descoberto diversos compostos bioativos e fitoquímicos nas várias partes da Graviola. Seus muitos usos como medicamento natural foram validados por esta pesquisa científica e os estudos mais recentes foram feitos entre 1941 e 1962. Vários estudos realizados por diferentes pesquisadores demonstraram que a raiz e também as folhas possuem ação hipotensiva, antiespasmódica, vasodilatadora, relaxante do músculo liso e em atividades de cardiodepressão em animais. Pesquisas confirmaram as propriedades hipotensivas das folhas da Graviola novamente em meados de 1991. Vários estudos demonstraram que as folhas, polpa, raiz, talo e sementes extraídas da Graviola possuem ação antibacteriana contra numerosas patogenias e que a raiz tem propriedades antifungicidas. As sementes da graviola demonstraram propriedades de ação antiparasita em um estudo feito em 1991, e um extrato de folhas mostrou ser ativo contra malária em dois outros estudos em 1990 e 1993. As folhas, raízes e sementes da Graviola demonstraram propriedades de ação antisséptica ativa em um estudo feito em 1940. Em 1997, um estudo clínico mais recente, foram encontrados alcalóides no fruto da Graviola com efeitos antidepressivos em animais.

Em 1976, um programa de blindagem da planta realizado pelo Instituto Nacional do Câncer, constatou que as folhas e o talo da Graviola possuem ativos citotóxicos que agem contra células do câncer. Muitas pesquisas com a Graviola focalizam um conjunto moderno de ativos fitoquímicos chamado ACETOGENINA. Este potente antitumor, pesticida e suas informações técnicas e propriedades científicas foram cadastradas e patenteadas.

A Graviola produz combinações naturais de folhas, raízes e ramos que têm sido documentadas por possuírem potente ação e propriedades de ação pesticida. Estudos realizados em três laboratórios determinaram recentemente que o ativo fitoquímico ACETOGENINA é um soberbo inibidor do Complexo I nas mitocondrias e no transporte de elétrons nos sistemas de vários organismos, inclusive com tumores . Pesquisas em várias espécies de plantas Annona encontraram muitos fitoquímicos ACETOGENINA extremamente potentes. Muitos deles têm citotoxicidade com valores ED50 tão baixos quanto 10-9 ug/ml. Combinações de componentes ativos da Graviola e outras plantas da família Annona foram submetidos à tela NIH anti-AIDS pela Universidade de Purdue e seus trabalhos continuam com várias outras espécies de plantas ativas da família de plantas Annona.

Assim, a Universidade de Purdue e seus pesquisadores registraram nove pesquisas, adquirindo patentes americanas e/ou internacionais dos estudos e conclusões sobre os efeitos antitumor e inseticida com o uso destas ACETOGENINAS. Três diferentes grupos de pesquisa isolaram novas combinações nas sementes e folhas da Graviola que demonstraram ter efeito antitumor significante, além de anticancerígeno e com toxicidade seletiva contra vários tipos de célula de câncer e publicaram oito estudos clínicos de suas descobertas. Um estudo demonstrou que uma ACETOGENINA na Graviola era citotoxica em células retiradas do adenocarcinoma de cólon (câncer do cólon), devido a uma ação quimioterápica 10.000 vezes mais potente que drogas quimioterápicas geralmente usadas nestes casos. Pesquisas sobre o Câncer são contínuas com a Graviola, e em 1998 foram publicados quatro novos estudos que tinham estreita relação com este fitoquímico específico, demonstrando ação anticancerígena mais forte e propriedades antivirais. Diferente da quimioterapia, a Graviola não destrói células saudáveis, por possuir ação seletiva contra células cancerígenas, podendo ser combinada com Vitaminas A, C, E e Selênio para esta finalidade.

As Acetogeninas de Annonaceous só são encontradas na família Annonaceae. Em geral, foram registradas várias Acetogeninas com ação antitumor, antiparasita, pesticida, antiprotozoária, antibulimia, antelminico e atividades de ação antimicrobiana. Houve muito interesse nas substâncias químicas que demonstraram potentes propriedades antitumor e vários grupos de pesquisa estão tentando sintetizar estas substâncias químicas. No jornal "O Diário de Produtos Naturais" em 1999 eles relataram: "As Acetogeninas de Annonaceuos prometem ser os mais novos agentes antitumor e pesticida que só são encontrados nas plantas da família Annonaceae. Quimicamente, eles são derivados de longa cadeia de ácidos gordurosos. Biologicamente eles exibem seus potentes bioativos por depleção de níveis de ATP por inibir o complexo I das mitocôndrias e inibindo a oxidação de NADH de membranas de protoplasma de células tumorais. Assim, eles contrariam os mecanismos de defesa dos ATP "dirigidos".

Outra revisão no Relatório Científico Skaggs, de 1997-1998, demonstrou que as Acetogeninas de Annonaceous, particularmente aquelas com esfera adjacente bis-tetrahydrofurano(thp), possuiam notável citotoxidade, ação antitumor, antimalaria e pesticida, eliminando a debilidade imunológica e a bulimia. Muitos destes derivados de ácidos gordurosos têm esqueletos de carbono semelhantes. Sua diversidade notável se origina principalmente da configuração relativa e absoluta das várias funções do oxigênio de seus Estereogênicos.

A Universidade de Purdue administrou pesquisas em Acetogeninas de Annonaceas que foram orientadas pelo Instituto Nacional de Saúde. Em uma de suas revisões, intitularam Avanços Recentes em Acetogeninas Annonaceous, declarando: As Acetogeninas de Annonaceous são substâncias enceradas que consistem em longa cadeia C32 ou C34 de ácidos gordurosos que foram combinados com uma unidade 2-propanol a C2, para formar um lactone. Eles só são encontrados em gêneros específicos da família da planta Annonaceae. Suas diversas bioatividades, tais como antitumor, imuno-restaurador, pesticida, antiprotozoária, anti-bulimia, antelminica, e os agentes de ação antimicrobiana atraem cada vez mais o interesse mundial.

Recentemente relatou-se que a Acetogenina de Annonaceas pode inibir seletivamente o crescimento de células cancerosas e também inibir o crescimento da resistência ao remédio alopata adriamicina contra as células cancerosas. Como foram administradas mais Acetogeninas em ensaios isolados de citotoxidade, notamos que embora a maioria das Acetogeninas sejam potentes entre vários tipos de células humanas de tumores, alguns dos derivados de tipos diferentes de estruturas e algumas posições equivalentes, mostraram notável expressão entre certas amostras de células, contra câncer de próstata (PC3) por exemplo. Nós agora entendemos os modos primários de ação para a Acetogenina. Elas são inibidoras potentes de NADH: oxido-redutorade Ubiquinona, que está em uma enzima essencial no Complexo I que conduz a fosforilação oxidativa na mitocôndria. Um relatório recente mostrou que agem diretamente na estrutura Ubiquinona-catalítica dentro do Complexo I e nas dehidrogenases de glicose microbiano. Elas também inibem a oxidação da NADH Ubiquinona-unido, que é peculiar às membranas de protoplasma de células cancerosas.

Em 1997, o Informativo da Universidade de Purdue publicou notícias promissoras sobre as Acetogeninas de Annonaceas: Não são efetivas apenas em tumores mortais que provaram resistência a agentes anti-câncer, mas também parecem ter uma afinidade especial por tais células resistentes. Em várias entrevistas depois que esta informação foi publicada, o farmacólogo chefe da pesquisa de Perdue explicou que as células de câncer que sobrevivem à quimioterapia podem desenvolver resistência ao agente originalmente usado contra elas como também para outro, até mesmo drogas sem correlação. Ao fenômeno de resistência a multi-drogas usa-se o termo MDR. Ele explica que tal resistência ocorre em uma porcentagem pequena de células de câncer quando elas desenvolvem uma "transferência de fluido Pglycoprotein média", capaz de empurrar os agentes de anticâncer para fora da célula, antes que eles possam matá-la. Células normais raramente desenvolvem tal transferência de fluído.

"Se houvesse esta transferência de forma tão facilitada, todas as células a fariam". Mas nem todas as células o fazem, afirma o pesquisador de Purdue: "Talvez em uma determinada população de células de câncer em uma pessoa, só 2% das células de câncer possuam esta "bomba" de transferência. Mas são estes 2% de células de câncer que eventualmente crescem e se expandem para criar tumores resistentes a drogas. Eles voltam a afirmar que alguns estudos tentaram evitar estas transferências, mantendo as células ocupadas com volumosas doses de outras drogas, como o agente de pressão sanguínea verapamil. Deste modo, esperou-se que algumas das drogas anticâncer entrassem na célula e destruíssem isto. Mas isto só causou, potencialmente, efeitos colaterais fatais como perda de pressão sanguínea".

No jornal do Câncer, os pesquisadores de Purdue informaram que a Acetogenina de Annonaceas, bullatacin, multi-drogas que matou células de câncer resistentes porque bloqueou a produção de adenosina triphosphate-ATP - o componente principal de transporte de energia do corpo."Uma célula, para resistir a ação de multi-drogas, requer uma tremenda quantidade de energia para transferir fluído e expulsar coisas para fora da célula". O Farmacologista responsável pela Universidade de Purdue disse: "Inibindo a produção de ATP, nós estamos puxando a tomada essencialmente da sua fonte de energia". Mas que efeitos sobre os ATP sofrem as células normais? "Células de câncer padrão podem minimizar o efeito desta combinação porque eles não requerem quantias vastas de energia exigidas pelas células de transferência de fluído", completa o pesquisador. A célula resistente está usando sua energia extra para esta transferência e também para crescer, assim realmente é agrupada sua energia. Quando nós desarrumamos esta energia provinda da célula, nós a matamos.

No Jornal de Química Medicinal, os pesquisadores de Purdue descreveram um estudo de 14 combinações de Annona que parecem ser potentes bloqueadores de ATP, incluindo vários que só são encontrados na Graviola."Este estudo nos mostra como maximizar esta atividade, assim temos uma idéia satisfatória do que compõe o que gostaríamos de testar em animais tumores resistentes a multidrogas", concluem. As pesquisas sobre o câncer serão obviamente contínuas, onde plantas importantes e substâncias químicas de plantas sofrerão contínuos testes, feitos por companhias farmacêuticas e universidades. Estas pesquisas e testes levam a novas pesquisas que tentam sintetizar estas substâncias químicas em novas drogas de quimioterapia.

PAÍSES QUE FAZEM USO DA GRAVIOLA

ESTADOS UNIDOS, CANADÁ e MÉXICO

USOS ETINOBOTÂNICOS: Antiespasmódico, Adstringente, Desodorizador Corporal, Diarréia, Feridas, Úlceras, Malária (Doenças Tropicais em Geral), Tranqüilizante, Expectorante, Próstata, Função Pancreática, Diabetes I e II, Depressão, Sistema Nervoso Central, Alcoolismo, Funções Digestivas e Intestinais, Depurativo Sangüíneo, Terrenos Cancerígenos e HIV(AIDS), Epilepsia, Parkinson, Escleroses, Artrite e Artrose.

OUTROS USOS: Há cerca de 1 ano a Comunidade Européia, principalmente a Alemanha, está utilizando a Graviola com muito sucesso, seguindo aplicação similar aos Estados Unidos.

Unha de Gato.


Unha de Gato



Unha de Gato - Uncária Tomentosa - O cipó unha de gato é um poderoso antiflamatório natural e estimulante do sistema imunológico, além de conhecido afrodisíaco. Há muito utilizado pelo nativos, na floresta Amazônica, recentemente teve suas qualidades medicinais propagadas. De eficácia comprovada pelo uso experimental na Europa e Estados Unidos, começa a ter suas potencialidades terapêuticas alardeadas em toda parte, após sua secagem, é convertida em raspas, com as quais se faz o chá.

A Unha de Gato (Uncaria ssp.) é um cipó de madeira larga e seu nome é proveniente dos espinhos em forma de gancho que crescem ao longo da vinha e envolvem a planta Unha de Gato. Duas espécies próximas da Uncaria são utilizadas quase como substitutas nas florestas: Uncaria tomentosa e Uncaria guianensis. Ambas espécies podem alcançar mais de 30 m de altura em seu topo.

Introdução - A Uncaria tomentosa (WILLD) D.C., da família das Rubiáceas, conhecida principalmente como Unha de Gato. A Unha de Gato é uma grande trepadeira lenhosa que é originaria a floresta Amazônica e outras áreas tropicais das Américas do Sul e Central.

Seu nome é derivado dos espinhos que lembram gancho que crescem ao longo da trepadeira e parecem as unhas do gato. Suas espécies, estreitamente relacionadas, são usadas nas florestas - Uncaria tomentosa e Uncaria guianensis.

Uncaria tomentosa, a mais eficaz das varias espécies de Unha de Gato, tem conquistado o destaque internacional devido as suas propriedades terapêuticas. É uma planta indígena da floresta Amazônica e outras áreas tropicais da América do Sul e Central, incluindo Brasil, Peru, Colômbia, Equador, Guiana, Trinidad, Venezuela, Suriname, Costa Rica, Guatemala e Panamá.

Descrição Botânica - Uncaria tomentosa e Uncaria guianensis, ambas espécies são grandes trepadeiras lenhosas que podem atingir até 100 pés de altura no dossel, com folhas simples, oblonga ovadas opostas de coloração verde claro com presença de estípulas interpeciolares e espinhos axilares maciços lenhosos levemente curvados, seu caule com textura fibrosa-laminar coloração mesclada de marrom avermelhado e creme, tem uma peculiaridades de armazenar água para satisfazer suas próprias necessidades vitais, quando as chuvas são escassas este líquido armazenado é um poderoso energizante oferecido pela mãe natureza, utilizados para saciar a sede, fome e cansaço na selva, deixando um discreto sabor amargo.

Nome Científico: Uncaria tomentosa (Wild) DC. Sinonímia: Nauclea acuelata HBK; Nauclea tomentosa Willd. Ex R. & S.; Ourouparia tomentosa (Willd. Ex R. & S.) Schum.

Nomes Populares - Uña de Gato, Cipó Espera-aí, Unha de Gato, Cat´s Claw.

Aspectos Químicos - Apresenta na sua composição química: alcalóides, rincofilina, mitrafilina, isomitrafilina, isorincofilina, uncarina, isopteropodina A., polifenois, procianidinas, fitosterois.

Nome Popular: Unha de Gato, no Brasil; Uña de Gato, em espanhos e Cat’s Claw em inglês.

Parte Utilizada: Casca.

Princípios Ativos: Alcalóides: rinocofilina, isorincofilina, mitrafilina, isomitrafilina, F-mitrafilina, hirsuteína, hirsutina, dihidrocorianteína, isopteropodina, A, pteropodina, speciofilina e uncarina; Polifenóis (epicatequina); Procianidinas A, B1, B2 E B4; Glicosídeos e Triterpenos do Ácido Quinóvico; Fitosteróis : b-sitosterol, estigmasterol e campesterol.


Os efeitos curativos da planta provêem das substâncias que possui, entre elas podemos destacar:

 - Isopberopodina: ajuda ao sistema imunológico devido ao poder que atua no aumento da fagocitose. Inibir a reprodução de vírus e células malignas.


- Rincofilina: previne a formação de coágulos ou trombas no cérebro, no coração e nos pulmões. Também é estimulante do útero. Tem propriedades que auxiliam na diminuição da febre.


- Carragenina e outros glicosídeos semelhantes: são compostos anti-inflamatórios que funcionam com efetividade contra a artrite, prostatites e inflamação.
Indicações e Ação Farmacológica :
A unha de gato é indicada na artrite reumatoíde, lupus e outras colagenopatias, graças a sua atividade antiinflamatória e imunoestimuladora, devido ao seu mecanismo imunoestimulante e antimutagênico pode ser empregada em tumores metastásicos, sarcoma de Kaposi e candidíases; devido a sua atividade antiviral poder ser empregada em enfermidades virais como o herpes genital e herpes zoster.

Popularmente é empregada em tratamentos das inflamações osteoarticulares, cistite, gastrite, úlceras gastroduodenais, diabetes, viroses, asma e convalescença.
Os alcaloídes da Unha de Gato atuam nas seguintes atividades :

 Atividade Imunoestimuladora e Antitumoral :
A atividade imunomoduladora está centrada através da estimulação do processo fagocitário, por meio dos extratos alcoólicos previamente alcalinizados, logo tratados com etilacetatos e posteriormente acidificados. Chega-se a conclusão que após realizar o teste dos granulócitos, o qual permite avaliar a atividade defensiva dos glóbulos brancos, assim como também por técnicas de quimioluminiscência que mede o grau de fagocitose dos leucócitos por meio de mutiplicadores de luz. Em ambos os estudos o alcaloíde isopteropodina possui a mais alta atividade fagocítica, seguindo pela isomitrafilina ( Kreutzkamp B. e Huber C.,1984; Wagner H. et al., 1985 ).

Também se observou um aumento substancial no número de monócitos (quase 50% após uma semana de tratamento). Os granulócitos aumentaram em 60% seu poder fagocitário (medindo através do método de Brand com partículas Zimosan) na presença de extratos a 0,01%. Sob controle normal, os linfócitos T não apresentaram modificações proliferativas, mas sim sob na presença de antígenos, o qual abre uma porta para a investigação de enfermidades como o sarcoma de Kaposi, candidíase sistêmica, AIDS, herpes e câncer (Wagner H. et al.,1985).

De acordo com investigações dirigidas pelo Dr. Wagner, pode-se comprovar dentre outras coisas, que o conjunto de alcalóides misturados carecia de muitas propriedades farmacológicas salvo quando se agregava em tanino denominado catequina 10%. Não obstante, os extratos livres de taninos têm demostrado conservar a atividade contra determinados vírus in vitro, produzindo uma inibição da síntese de DNA no sarcoma 180 e um aumento do nível de imunoglobulinas em pacientes com melanoma (Aquino et al., 1989).

Recentes estudos realizados na Alemanha comprovaram que um grupo de pacientes tratados com quimioterapia, citostáticos e Uncaria tomentosa de forma conjunta apresentaram melhor prognóstico de acordo com a evolução clínica observada em relação a outro grupo de enfermos que somente haviam recebido quimioterapia e citostáticos (Diehl I., 1993).


Atividade Antimutagênica e Antioxidante:
Alguns trabalhos realizados na Argentina determinaram que os extratos metanólicos da casca e raiz da Uncaria tomentosa apresentam compostos que intervêm na redução da lipoperoxidação e da formação de radicais livres derivados do dano produzido por intoxicação com etanol, tetracloreto de carbono ou carragenina sobre as moléculas de DNA em modelos experimentais in vitro. Os resultados evidenciaram que este extrato apresenta atividade antioxidante tanto em modelos que envolvem a oxidação dos lipídeos componentes de membranas celulares, assim como também no dano oxidativo ao DNA (Desmarchelier C. et al., 1996; Ibid 1998).


Atividade Antiinflamatória e Antiviral:
Demonstrou-se que os compostos glicosídicos e triterpênicos do ácido quinóvico têm demonstrado possuir ação antiviral e antiinflamatória . Nesse sentido, a ação antiviral foi experimentada sobre os vírus do tipo RNA: o vírus da estomatite vesicular e uma cepa do gênero rhinovirus. De acordo com esses estudos, demonstrou-se que todos os componentes glicosídicos (seis em total) possuíam efeito antiviral unicamente contra o vírus estomatite vesicular (laccarino F. 1988 e Aquino R. et al., 1991).

Com relação a atividade antiinflamatória, o glicosídeo n° 7 do ácido quinóvicpo mostrou ser pó mais ativo, de acordo com provas realizadas frente a indometacina e placebo. Nas mesmas se induziu um processo edematoso na pata de um rato com uma injeção de carragenina a 1%, medindo-se o volume da pata em diferentes intervalos mediante a plestimografia. A redução do edema com os extratos de Uncaria tomentosa foram algo menores aos de indometacina, alcançando 69% de eficácia.

Com relação a fração esteroidal, esta apresentou atividade antiinflamatória somente, a qual etaria com a presença de compostos β-sitosterol (60% da fração esteroidal), campestrol e estigmasterol (Senatore A. e col., 1989).


Propriedades Terapêuticas - Empregadas como: imunomodulador e antitumoral, atividade antimutagênica, atividade antinflamatório eantiviral, hiportensor devido a rincofilina, depressor de sistema nervoso central, estimulante antipirético, ação diurética (mitrafilina), efeito antioxidante que proporciona a redução da lipoperoxidação e na formação de radicais livres derivados de danos produzidos pela intoxicação com álcool.

Na Fitoterapia atual, a Unha de Gato é empregada no mundo inteiro nas diferentes condições, incluindo desordens imunológicas, gastrite, úlcera, câncer, artrite, reumatismo, desordens reumáticas, nevralgias, inflamações crônicas de todos os tipos e até doenças virais como herpes zoster (shingles).

A Unha de Gato têm sido utilizada no Peru e na Europa desde o início dos anos 90 como tratamento adjuvante para câncer e AIDS, assim como em outras doenças que afetam o sistema imunológico. Pesquisadores italianos reportaram em um estudo in vitro, realizado em 2001, que a Unha de Gato inibi diretamente o crescimento celular do câncer de mama em 90%. Relatórios recentes das pesquisas de observação de Keplinger's em pacientes com câncer recebendo a Unha de Gato concomitantemente com as terapias de câncer tradicionais como quimioterapia e radiação, reportaram menor efeitos colaterais comparado às terapias tradicionais (como queda de cabelo, perda de peso, náusea, infecções secundárias e problemas de pele).

Sua utilização como antiflamatório natural, tem obtido muito sucesso no tratamento de doenças da próstata, ovários e órgãos genitais em geral, gastrite crônica, cólera, reumatismo, doenças hepáticas, gota, diarréia e infecções diversas. De grande poder estimulante do sistema imunológico, é também coadjuvante no tratamento do câncer e da Aids, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.

A unha de gato foi até agora utilizada só pela medicina tradicional no tratamento de artrites, reumatismo, diabetes, prostatites e úlcera gástrica.

Atualmente a planta é consumida como pílulas que contém concentração necessária para o combate de doenças relacionadas com o sistema imunológico, desordens do sistema digestório e urinário e para reduzir inflamações.

A uncária tomentosa possui alguns alcalóides - que justamente a diferenciam da uncária guianensis -: a isomitrafilina e a pteropodina que inibem a multiplicação dos vírus, o que a torna num imunoestimulante poderoso, melhorando as estruturas de defesas do organismo.

Como um antivirótico potente, está totalmente demonstrado que cura herpes, resfriados, sinusite, otite, o vírus da estomatite vesicular e a conjuntivite. Respeito das pessoas com HIV, também ajuda, mas sempre em combinação com os tratamentos anti-retrovirais. Faz as drogas serem mais efetivas e menos violentos seus efetos prejudiciais pelo fato de agir também como um imunorregulador.

Perante os processos cancerígenos, a pteropodina parece ser mutagênica: por um lado, ela produz apoptose (torna célere a morte da célula) e por outro lado, ela é citostática (inibe o crescimento ou a reprodução celular). Ou seja que produz uma dupla ação: ataca a célula cancerígena, tornando célere sua morte e não permite sua reprodução.

Quanto às propriedades da uncária tomentosa para agir contra o câncer, as provas científicas ainda estão em desenvolvimento. Existem trabalhos feitos até a etapa pré-clínica: no laboratório e nos animais. Ainda falta que as pesquisas passem pelas etapas III e IV, nos humanos. Mesmo as comprovações empíricas serem decisivas, ainda no existem conclusões garantidas cientificamente.

O que a ciência garante é que outros princípios ativos do vegetal o tornam num antiinflamatório. Utiliza-se para: artrite reumatóide, artrites diversas, bursite, reuma, lúpus e fibromialgias. Também é um eficaz antialérgico porque inibe a liberação de histamina, substância que gera os processos alérgicos. Usa-se em neurobronquite e lúpus.

Também se lhe reconhecem virtudes antioxidantes. E a explicação é que, geralmente, as plantas que agem como antiinflamatórias, também possuem propriedades antioxidantes, porque no processo de infecção, gera-se o que se chama de cascata de radicais livres, que produzem uma grande quantidade de substâncias oxidantes e que mobilizam o processo inflamatório ou perpetuam a inflamação.

Como desintoxicante de toxinas ambientais, é eficaz para os casos de fadiga crônica, depressão orgânica e acne. Além disso, apela-se a ela nos tratamentos de diverticulite, colite, hemorróidas, fístulas, gastrites, úlceras, parasitos intestinais, gotejamento anal e alterações da flora intestinal.

Toxicidade/Contra-indicações:
É bem tolerada nas doses usuais. Ocasionalmente verificou-se casos de febre, constipação ou diarréia que cedem diante a suspensão da medicação. Já foram mencionados casos com sintomas hepáticos e alterações do nervo óptico. Altas doses foram tidas como um efeito anticonceptivo (Keplinger K. 1982).

A DL50 do extrato seco foi calculada em aproximadamente 162 mg/kg em ratos. A administração em ratos por via intraperitoneal de 2 a 5 g/kg durante 18 dias não produziu alterações nem comportamentos anormais noa animais. Os estudos realizados tanto na Alemanha quanto no Peru demonstraram que a Uncaria tomentosa não é tóxica nem mutagênica.

É contra-indicado o uso durante a gravidez, lactação e para crianças menores de três anos por falta de estudos adequados, Recomenda-se não tomar Unha de Gato dois dias antes e dois dias depois da aplicação de quimioterapia devido a seu forte efeito imunoestimulante.

As únicas pessoas que não podem consumi-la são as que tenham manifestações de alergia à planta. E nos pacientes com problemas gástricos, parece que aumenta a irritação do estômago. Exceto nesses dois casos, a uncária, em qualquer uma de suas duas variedades, não tem contra-indicações nem efeitos secundários.

Dosagem e Modo de Usar:
- Decocção: a 2%, durante 20 minutos, três ou mais xícaras ao dia.
- Tintura (1:1): em solução alcoólica 70°, 50-100 gotas, uma a três vezes ao dia.
- No comércio existem cápsulas de Uncaria tomentosa, na razão de 150 mg por unidade, recomendando-se a dose de até 6 cápsulas diárias nas refeições, divididas em 2-3 doses.




FONTE

EDNATUREZA

Óleo de Neem e a Psoríase


Psoríase:


O óleo de neem é provavelmente o melhor produto disponível na atualidade para tratar a psoríase. Além disso hidrata e protege a pele, enquanto ajuda a curar outras lesões. É indicado para peles secas, com escamas, ou irritadas.


Experimentos realizados em pacientes com psoríase demonstraram que um tratamento combinado de ingestão de extrato de folhas e uso tópico de óleo de sementes obteve resultados similares àqueles conseguidos com aplicação de cortisona. Com o extrato da semente de neem, fabrica-se um sabão para lavagem de todo o corpo e também com o mesmo extrato se elabora uma fórmula para aplicação sobre zonas afetadas; os resultados maravilhosos desse produto fazem com que cessem os comichões e dores, proporcionando grande alívio, enquanto que reduz a vermelhidão das lesões e o tecido cicatrizante irá restaurando as chagas até fazê-las desaparecer, após algum tempo.

Xarope de Urucum


Série fitoterápicos: Xarope de Urucum
O medicamento é indicado para o tratamento de doenças como pneumonia, tuberculose e enfisema



Em 2001, a coordenadora do Programa de Fitoterapia da UFMA, Terezinha Rêgo, iniciou a produção do Xarope de Urucum. O fitoterápico é desenvolvido por meio do suco das folhas da Bixa orellana (Urucum) misturado com mel de abelhas, em uma proporção de 50ml de suco por 200ml de mel.

Como outros medicamentos desenvolvidos no Herbário da Universidade, as primeiras informações que a professora recebeu sobre as propriedades médicas do Urucum vieram da cultura popular. Por meio de pesquisas, Terezinha descobriu que o Xarope é indicado para qualquer afecção pulmonar, assim como pneumonia, tuberculose e enfisema pulmonar.

Durante surto de pneumonia na China em 2003, o fitoterápico chamou a atenção de pesquisadores chineses. A fórmula do medicamento foi cedida ao país pela professora, que recebeu o título de Representante de Ciências da Saúde da China no Maranhão. A partir de então, universidades chinesas mantêm intercâmbio com a UFMA e já ofereceram financiamento para um laboratório de Controle de Qualidade dos medicamentos.

A aposentada Maria de Nazaré Pinheiro Monteiro é paciente de Terezinha há dois meses. Ela recorreu à medicina natural para fugir dos antibióticos que costumava usar. “Segundo orientações da doutora Terezinha, eu comecei a tomar o xarope de Urucum para fortalecer meus pulmões e já sinto uma melhora”, afirmou.

“O medicamento deve ser utilizado de 12 em 12 horas. Um vidro de 250ml dura cerca de 30 dias. Para melhor conservação, é necessário que ele fique na porta da geladeira, pois não acrescentamos nenhum aditivo químico”, recomenda a professora. O Xarope de Urucum (400ml) é vendido por R$ 20,00 (vinte reais) no Herbário, localizado no Campus do Bacanga da UFMA, onde a professora realiza, pela manhã, consultas à comunidade.
Lugar: UFMA / Ascom
Fonte: Seane Melo
Notícia alterada em: 31/10/2008 15h31

Avelós, a esperança!


Avelós: a esperança para quem tem câncer, HIV e dor.


O nome científico Euphorbia tirucalli pode não dizer muita coisa para pacientes de câncer. Mas, quando se fala em avelós, alguns já conhecem e se animam. Originária da África, a planta se adaptou bem ao Nordeste. Mas é preciso ter cuidado com ela: especialistas alertam que o avelós é muito tóxico, e que só o contato com o látex (conhecido como leite) pode lesionar a pele, os olhos e causar alergias.

Mesmo com propriedades tóxicas, o potencial do avelós é grande. Quem explica é o doutor em Tecnologia Farmacêutica pela Universidade do Porto e coordenador dos estudos financiados pela empresa cearense Amazônia Fitomedicamentos, Luiz Francisco Pianowski. “Provamos a ação para câncer em vários testes iniciais. Fizemos testes com animais, testes toxicológicos para provar que era seguro dar a humano. E depois chegamos a humanos”, conta.

A pesquisa com o avelós começou em 2003 e não se restringiu ao câncer. Com o tempo, e por causa dos pacientes que tomavam as conhecidas ‘garrafadas’ (preparações elaboradas com plantas medicinais) feitas com avelós e diziam não sentir dor, os pesquisadores foram investigar se a planta podia funcionar contra isso. “Realmente achei uma molécula, isolei no meu laboratório, começamos a trabalhar e aí a surpresa é grande”, comemora o pesquisador.

E como se não bastassem essas duas importantes linhas de pesquisa, eis que uma terceira também passou a ser estudada. “Por uma questão de mecanismo de ação, deduzi que uma molécula que agia em câncer poderia agir em HIV”, conta Pianowski. Ele explica que alguns testes toxicológicos já foram feitos na França. Agora, o próximo passo é iniciar os testes em macacos nos Estados Unidos.

Os bons resultados obtidos até agora pela equipe do pesquisador Luiz Francisco Pianowski podem representar a esperança para muitos pacientes. Mas é preciso prudência na hora de falar de resultados. Os estudos demandam tempo; até que possíveis medicamentos cheguem ao mercado, costumam se passar anos. Mesmo assim, as pesquisas com o avelós são animadoras, tanto que, cada uma, possui um financiamento de mais de R$ 30 milhões, segundo Pianowski.

Nesta edição, o Ciência & Saúde apresenta cada uma dessas pesquisas. Afinal, quem não tem algum familiar ou amigo que não sofra com um desses males? Também vamos adentrar ao mundo das plantas medicinais e ver como elas estão sendo utilizadas no Estado. Até porque elas estão longe de servir apenas para aquele tradicional chazinho. Que também é muito bom, não negamos.

Tintura de Chanana


Série Fitoterápicos: Tintura de Chanana
O fitoterápico favorece a defesa orgânica e tem sido uma boa opção de tratamento para pacientes com câncer e AIDS


A psicóloga Ana Cristina Marinho da Fonseca procurou um médico, em maio deste ano, para descobrir a causa das suas constantes dores de cabeça que se expandiam para pescoço e ombros. Após uma biopsia, realizada em julho, a psicóloga descobriu que era portadora de Gioblastoma Multiforme (GBM), uma espécie de câncer cerebral maligno. Desde então começou a sua luta contra a doença. 

Com a radioterapia, os 4 ciclos de quimioterapia e o tratamento complementar indicado pelos médicos, a psicóloga começou a sentir alguns efeitos colaterais, como dificuldade de dormir, inchaços e dores nas pernas, diarréia, enjôos, instabilidade emocional, dificuldades motoras discretas (tremores e desequilíbrio) e baixa dos leucócitos e outras células relacionadas ao sangue. 

Uma das formas para combater estes problemas sem ingerir mais medicamentos alopáticos, foi o uso de fitoterápicos. Em agosto de 2008, ela procurou a coordenadora do Programa de Fitoterapia da UFMA, Terezinha Rêgo, que lhe indicou a Tintura da chanana para fortalecer a defesa orgânica, aumentando as células do sangue responsáveis pela imunidade, os glóbulos brancos ou leucócitos.

Ao contrário das outras tinturas desenvolvidas pelo Herbário Ático Seabra, o interesse pelos princípios ativos da chanana não surgiu da cultura popular. A pesquisadora venezuelana, Alba Menezes, costumava fazer grandes pedidos da chanana (Tunera guynensis L) do Maranhão. Em 1982, Terezinha conta que solicitou que a pesquisadora lhe explicasse para que as plantas estavam sendo usadas ou suspenderia o envio destas. Deste modo, descobriu que Alba realizava pesquisa utilizando o chá da planta inteira em 8 pacientes portadores de AIDS. “Percebemos que a planta tinha um flavonóide, que causava mudanças nos elementos figurados do sangue e estimulava suas funções mesmo sendo combinado ao tratamento com o AZT”, explica. 

Quando acabou o período da pesquisa, a venezuelana voltou para o seu país e interrompeu o trabalho, assim como a professora Terezinha. Até que, em 1990, dois estudantes portadores do HIV pediram que continuasse com as pesquisas. A partir daí, a professora iniciou pesquisas para desenvolver a tintura e, assim, eliminar o processo de fervura do chá, que ocasionava algumas perdas nas propriedades terapêuticas da planta. 

“Desde o início da utilização da Tintura de chanana, venho comprovando, por meio de Hemogramas, sua eficiência no meu organismo”, declarou Ana Cristina. Segundo ela, os níveis de leucócitos em seu sangue vêm aumentando e se mantém acima dos padrões normais, para a surpresa de seu médico. “Ele diz que este fato é raro entre os pacientes portadores de câncer em tratamento quimio e radioterápico e, praticamente, não se encontra dados similares na literatura médica mundial”, revela. 

Terezinha Rêgo também acompanha o tratamento de 30 pacientes portadores de AIDS, para os quais os medicamentos são doados. Ela recomenda o uso de um vidro da tintura por mês, na medida de uma colher de chá em meio copo de água. Além disso, a tintura não apresenta efeitos colaterais, pois, segundo a professora, a dosagem utilizada no Herbário elimina eventuais prejuízos à saúde. 

De acordo com a farmacêutica, a tintura é indicada para qualquer pessoa que tenha debilidade orgânica. Este fitoterápico pode ser encontrado no Herbário Ático Seabra, nos campus do Bacanga da UFMA, onde a professora também atende à comunidade. 

Lugar: UFMA / Ascom
Fonte: Seanne
Notícia alterada em: 05/12/2008 13h42